Créditos

Produção e concepção: João Manuel Alves/ Tecnologia Blogger

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Igreja Matriz de São Jorge


A Igreja Matriz de São Jorge é uma igreja católica portuguesa localizada em Velas, na ilha açoriana de São Jorge.
Esta igreja foi levantada no local onde dantes existia a primitiva igreja de São Jorge de que fala o testamento do Infante D. Henrique, e que datava de 1460.

A licença para a sua construção foi requerida pelo padre Baltazar Dias Teixeira, e concedida por D. Afonso VI, por alvará de 23 de Abril de 1659. Para esse efeito, em Outubro de 1660 a Câmara Municipal de Velas teve de lançar uma finta anual a começar no ano seguinte.

Todavia, só em 1664 a obra da edificação principiou, sendo arquitecto da mesma o pedreiro Francisco Rodrigues. A construção decorreu normalmente, sendo a igreja sagrada em Fevereiro de 1675, pelo então bispo de Angra do Heroísmo, D. Lourenço de Castro.

A actual fachada já não é a mesma de então. No seu interior, composto por três naves, são dignos de nota o retábulo da capela-mor que, segundo a opinião do Dr. João Teixeira Sousa, parece ter sido o que D. Sebastião ofereceu à vila, e a que se refere a vereação de 12 de Agosto de 1570.
Destaca-se também o altar lateral com abóbada de caixotões, tendo no centro a figuração do Santíssimo Sacramento lavrada na cantaria basáltica e dois púlpitos em pedra, com escada. No coro alto, encontra-se um órgão de tubos construído em 1865 por Tomé Gregório de Lacerda, tio do famoso compositor Francisco de Lacerda.

Quando aquele bispo esteve na ilha para a sagração do templo, a artilharia dos Fortes das Velas gastaram em salvas, à entrada e à saída 110 libras (medidas da altuta) de pólvora. A construção da torre decorreu em 1825, segundo Avelar, nela se colocando três sinos que, em 1831, foram apeados para fazer moeda na Ilha Terceira. O sino grande que foi posto em 1871 pesava 468,700 quilos.
Esta igreja matriz possuía várias confrarias que mais tarde seriam extintas. Em 1902 a única confraria ali existente era do Santíssimo Sacramento, erecta em 1793, e que tinha a seu cargo as festividades ligadas com a procissão do Corpo de Cristo e as cerimónias das doenças.

Esta igreja tem vaios vitrais contemporâneos, testemunhando a lenda de São Jorge a matar o dragão.

quinta-feira, 6 de junho de 2013


Igreja São Francisco - ilha do Faial


A bela Igreja e Convento de São Francisco situa-se no maravilhoso centro histórico da bela cidade da Horta, na Ilha do Faial, Arquipélago dos Açores, albergando igualmente o Museu de Arte Sacra, na anexa Capela do Senhor dos Passos.
Fundado em 1522, o Convento de São Francisco foi muito destruído aquando o incêndio provocado por Corsários em 1597, procedendo-se à sua reconstrução e posterior destruição com uma intempérie.

Foi já no final do século XVII, em 1696 que se procede à construção do templo actual, nesta localização, num estilo Maneirista e diversos elementos Barrocos, nomeadamente no interior.

Grande parte do Convento ficou destruído aquando um violento incêndio em 1899, salvando-se a Igreja.
A Igreja caracteriza-se pelas suas três naves e torre sineira do lado esquerdo, organizando-se a fachada em quatro níveis.

O seu interior alberga um rico espólio, de onde se destacam Talha Dourada e Azulejos setecentistas, e também importantes Imagens e Telas.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Igreja de Nossa Senhora da Purificação - Vila do Porto - Santa Maria




Sob a invocação de Nossa Senhora da Assunção, padroeira da vila, data do início do século XV, constituindo-se numa das igrejas mais antigas do arquipélago. É largamente referida por Gaspar Frutuoso e, modernamente, a sua história encontra-se em trabalho do Dr. Manuel Monteiro Velho Arruda.2 Foi cabeça da Comenda de Nossa Senhora da Assunção.

Foram seus benfeitores João Tomé, o "Amo" e o Ouvidor Rui Fernandes, escudeiros do capitão do donatário e vereadores da municipalidade, nomeados por Gaspar Frutuoso como "lavradores e homens principais da terra". As suas obras foram iniciadas em 1439, a cargo do pedreiro Estevão Ponte e do carpinteiro João Roiz (Rodrigues). Frutuoso informa que o primeiro arrematou a obra por trezentos mil-réis, e Roiz, de Vila Franca do Campo, terá recebido "de noventa a cem mil-réis". Primitivamente a igreja só dispunha de uma porta no frontespicio. Em meados  do século XVI já possuía sete confrarias. Frutuoso assim a descreveu:

"A igreja principal é da invocação da Assunção de Nossa Senhora (por se achar no mesmo dia a Ilha), de naves, com quatro pilares em vão, e muito bem assombrada, com um Altar do apóstolo São Matias, que é o padroeiro de toda a Ilha, da banda do evangelho, e outro de Nossa Senhora do Rosário, da parte da epístola. Tem também duas capelas, uma da banda do sul, que mandou fazer Duarte Nunes Velho, com altar de Jesus; a outra, de Rui Fernandes de Alpoim, com o altar de Santa Catarina."

Por determinação de Filipe II de Portugal, o exclusivo do púlpito desta igreja foi dado aos franciscanos da vila. O pregador do Convento da Igreja de Nossa Senhora da Vitória tinha a obrigação de fazer 24 sermões por ano naquele púlpito, recebendo, por isso, três moios de trigo e 10$000 réis em espécie. O corpo eclesiástico de que dispunha era muito numeroso, recebendo bons proventos no século XVIII.

A igreja foi profanada e destruída por corsários franceses (agosto de 1576) e ingleses (1599), tendo sido incendiada por piratas da Barbária em 1616.7 Nesta última terá servido como mesquita. 

Foi reparada pela Câmara Municipal em 1630, mas faltaram, à época, recursos para a telha. 

Após vários apelos ao soberano, apenas em 1659 um pequeno auxilio foi conseguido. A imagem da Virgem foi devolvida ao seu nicho, ao centro do altar-mor em 1674, por iniciativa do então bispo da Diocese de Angra, D. Lourenço de Castro.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Igreja de São Salvador (Horta)



A Igreja Matriz de São Salvador localiza-se na freguesia da Matriz, na cidade e concelho da Horta, na ilha do Faial, nos Açores. Pertenceu, outrora, ao Colégio dos Jesuítas da Horta.

A sua construção deveu-se à intervenção do padre Luís Lopes, primeiro reitor do Colégio dos Jesuíta de Ponta Delgada que, em 1635, foi forçado por um temporal a aportar ao Faial, quando se dirigia à ilha de São Miguel. O fato vem narrado na obra do padre António Franco publicada em 1720, onde também se regista que o Colégio dos Jesuítas da Horta foi erguido a expensas de Francisco de Utra de Quadros e de sua esposa, Isabel da Silveira.

De acordo com o historiador faialense António Lourenço da Silveira Macedo esta igreja, sob a invocação de São Salvador, começou a ser construída em 1680, dois anos depois de se conseguir a provisão-régia que permitiu a importação de todo o material necessário. As obras do convento começariam apenas em 1719.

No contexto da expulsão dos jesuítas do reino de Portugal (1759), à data da saída destes religiosos do Faial (1 de agosto de 1760) a igreja ainda não estava concluída. Nela já encontravam, entretanto, a talha dourada do altar-mor, a riquíssima capela da Senhora da Boa Morte, com as suas telas, os painéis de azulejos da capela-mor, a grande lâmpada de prata, o sumptuoso arcaz de pau-santo na sacristia, a custódia de bronze prateado, a estante giratória do coro, com finos embutidos de marfim representando passagens do Evangelho, o frontal de prata em estilo renascentista do antigo altar do Santíssimo, e diversas outras preciosidades, que hoje constituem o seu espólio.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Igreja do Colégio - Ponta Delgada




A Igreja de Todos-os-Santos, melhor conhecida como Igreja do Colégio dos Jesuítas de Ponta Delgada, localiza-se no centro histórico da cidade de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, nos Açores.

O lançamento da pedra fundamental do primitivo templo, ocorreu em 1 de Dezembro de 1592, dia de Todos-os-Santos pelo calendário católico então em voga, na presença do governador, Gonçalo Vaz Coutinho.

Juntamente com o templo, deu-se início ao convento anexo, pelos religiosos da Companhia de Jesus, que ali estabeleceriam o seu Colégio na cidade. Ordinariamente, residiam no convento de 10 a 16 religiosos ligados às funções docentes.

A igreja foi reconstruída na primeira metade do século XVII, quando adquiriu a actual fisionomia. Os trabalhos iniciaram-se em 1637, sendo o actual frontispício adoçado ao anterior. Entre 1643 e 1646 foi instalado o novo retábulo na capela-mor. A nova fachada foi concluída em 1666.

Nesta igreja pregou o padre António Vieira, por ocasião da festa da Santa Teresa de Jesus, no dia 15 de Outubro de 1654.

Com a expulsão da Companhia do reino de Portugal, à época Pombalina, o valioso recheio da igreja foi dispersado. Era na biblioteca do Colégio que se encontravam importantes documentos da história dos Açores, como por exemplo, o acervo de Gaspar Frutuoso, inclusive o manuscrito das Saudades da Terra.

Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 39 175, de 17 de Abril de 1953.

domingo, 12 de maio de 2013

Igreja de São Roque (Ilha do Pico)




A Igreja de São Roque é um templo católico português localizado na freguesia de São Roque do Pico, concelho de São Roque do Pico, na ilha açoriana do Pico.

Esta é a segunda igreja matriz da vila de São Roque do Pico, vila cuja criação remonta ao ano de 1542. A primitiva igreja data de tempo anterior a 1480, pois segundo diz Silveira Macedo nos registos paroquiais, consta que Rodrigo Alvares e sua mulher Isabel da Luz foram os fundadores da Capela do Bom Jesus na primitiva igreja, em 1480, instituindo, em seu testamento, um vinculo de suas terças. Todavia, Isabel da Luz, sobrevivendo a seu marido, acabaria por alterar aquela disposição.

Em 1714, quando começaram a construir o novo templo, o capitão Manuel F. de Melo, que era administrador daquele vínculo, foi obrigado pelo visitador eclesiástico a mandar reconstruir a referida capela no novo templo, o que cumpriu, enterrando-se nela desde então todos os administradores do mesmo vínculo.

Diz-se que a capela-mor, um primor de talha dourada, foi mandada construir pelo rei D. João V de Portugal, que para ela ofereceu uma lâmpada de prata.

Em 1871, o padre Marcelino de Oliveira Serpa reparou todos os altares. Consta ainda que os sinos foram oferta de um administrador do aludido vínculo.

Existe ainda neste templo um Ambão com embutidos de marfim, obra de um frade do Convento de São Francisco da cidade da Horta, semelhante à que se encontra na Sé Catedral de Angra do Heroísmo.