Créditos

Produção e concepção: João Manuel Alves/ Tecnologia Blogger

sábado, 15 de junho de 2013

Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe – Ilha Graciosa



A primitiva igreja desta freguesia foi fundada no século XVII pelo capitão Domingos Pires da Covilhã. De pequenas dimensões, foi decidida a construção de um novo templo, mais amplo, e em local acessível.

Autorizada a obra em 1713, os caboucos começaram a abrir-se no dia 15 de maio, tendo a primeira pedra sido colocada e benzida no dia 22. 

No dia 1 de Setembro de 1754 começaram as obras do corpo da igreja. No dia 1 de Agosto de 1756 foi benzida solenemente e, no dia 5, transladaram-se o Santíssimo Sacramento e as demais imagens do antigo templo. As obras foram custeadas pela população da freguesia, sendo grandemente animadas pelo padre João Ávila.2 A grande demora na sua edificação justifica-se pelas crises sísmicas ocorridas no período, com destaque para o grande terramoto de 1717.

Foi restaurado em nossos dias por acção do Governo Regional dos Açores ao custo de 42.408 euros, dado o seu valor cultural e uma vez que a paróquia não possuía os meios necessários para o fazer.
A primeira tentativa foi promovida no ano de 1989, em pouco tempo interrompida devido à extensão dos danos anteriormente causados pelo terramoto 1 de Janeiro de 1980 e uma vez que o a verba destinada ao restauro do órgão ter sido consumida nas obras de restauro do templo. A restauração só seria concluída duas décadas depois, em 2010.

A festa do orago realiza-se anualmente no primeiro domingo de Agosto.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Igreja Matriz de São Jorge


A Igreja Matriz de São Jorge é uma igreja católica portuguesa localizada em Velas, na ilha açoriana de São Jorge.
Esta igreja foi levantada no local onde dantes existia a primitiva igreja de São Jorge de que fala o testamento do Infante D. Henrique, e que datava de 1460.

A licença para a sua construção foi requerida pelo padre Baltazar Dias Teixeira, e concedida por D. Afonso VI, por alvará de 23 de Abril de 1659. Para esse efeito, em Outubro de 1660 a Câmara Municipal de Velas teve de lançar uma finta anual a começar no ano seguinte.

Todavia, só em 1664 a obra da edificação principiou, sendo arquitecto da mesma o pedreiro Francisco Rodrigues. A construção decorreu normalmente, sendo a igreja sagrada em Fevereiro de 1675, pelo então bispo de Angra do Heroísmo, D. Lourenço de Castro.

A actual fachada já não é a mesma de então. No seu interior, composto por três naves, são dignos de nota o retábulo da capela-mor que, segundo a opinião do Dr. João Teixeira Sousa, parece ter sido o que D. Sebastião ofereceu à vila, e a que se refere a vereação de 12 de Agosto de 1570.
Destaca-se também o altar lateral com abóbada de caixotões, tendo no centro a figuração do Santíssimo Sacramento lavrada na cantaria basáltica e dois púlpitos em pedra, com escada. No coro alto, encontra-se um órgão de tubos construído em 1865 por Tomé Gregório de Lacerda, tio do famoso compositor Francisco de Lacerda.

Quando aquele bispo esteve na ilha para a sagração do templo, a artilharia dos Fortes das Velas gastaram em salvas, à entrada e à saída 110 libras (medidas da altuta) de pólvora. A construção da torre decorreu em 1825, segundo Avelar, nela se colocando três sinos que, em 1831, foram apeados para fazer moeda na Ilha Terceira. O sino grande que foi posto em 1871 pesava 468,700 quilos.
Esta igreja matriz possuía várias confrarias que mais tarde seriam extintas. Em 1902 a única confraria ali existente era do Santíssimo Sacramento, erecta em 1793, e que tinha a seu cargo as festividades ligadas com a procissão do Corpo de Cristo e as cerimónias das doenças.

Esta igreja tem vaios vitrais contemporâneos, testemunhando a lenda de São Jorge a matar o dragão.

quinta-feira, 6 de junho de 2013


Igreja São Francisco - ilha do Faial


A bela Igreja e Convento de São Francisco situa-se no maravilhoso centro histórico da bela cidade da Horta, na Ilha do Faial, Arquipélago dos Açores, albergando igualmente o Museu de Arte Sacra, na anexa Capela do Senhor dos Passos.
Fundado em 1522, o Convento de São Francisco foi muito destruído aquando o incêndio provocado por Corsários em 1597, procedendo-se à sua reconstrução e posterior destruição com uma intempérie.

Foi já no final do século XVII, em 1696 que se procede à construção do templo actual, nesta localização, num estilo Maneirista e diversos elementos Barrocos, nomeadamente no interior.

Grande parte do Convento ficou destruído aquando um violento incêndio em 1899, salvando-se a Igreja.
A Igreja caracteriza-se pelas suas três naves e torre sineira do lado esquerdo, organizando-se a fachada em quatro níveis.

O seu interior alberga um rico espólio, de onde se destacam Talha Dourada e Azulejos setecentistas, e também importantes Imagens e Telas.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Igreja de Nossa Senhora da Purificação - Vila do Porto - Santa Maria




Sob a invocação de Nossa Senhora da Assunção, padroeira da vila, data do início do século XV, constituindo-se numa das igrejas mais antigas do arquipélago. É largamente referida por Gaspar Frutuoso e, modernamente, a sua história encontra-se em trabalho do Dr. Manuel Monteiro Velho Arruda.2 Foi cabeça da Comenda de Nossa Senhora da Assunção.

Foram seus benfeitores João Tomé, o "Amo" e o Ouvidor Rui Fernandes, escudeiros do capitão do donatário e vereadores da municipalidade, nomeados por Gaspar Frutuoso como "lavradores e homens principais da terra". As suas obras foram iniciadas em 1439, a cargo do pedreiro Estevão Ponte e do carpinteiro João Roiz (Rodrigues). Frutuoso informa que o primeiro arrematou a obra por trezentos mil-réis, e Roiz, de Vila Franca do Campo, terá recebido "de noventa a cem mil-réis". Primitivamente a igreja só dispunha de uma porta no frontespicio. Em meados  do século XVI já possuía sete confrarias. Frutuoso assim a descreveu:

"A igreja principal é da invocação da Assunção de Nossa Senhora (por se achar no mesmo dia a Ilha), de naves, com quatro pilares em vão, e muito bem assombrada, com um Altar do apóstolo São Matias, que é o padroeiro de toda a Ilha, da banda do evangelho, e outro de Nossa Senhora do Rosário, da parte da epístola. Tem também duas capelas, uma da banda do sul, que mandou fazer Duarte Nunes Velho, com altar de Jesus; a outra, de Rui Fernandes de Alpoim, com o altar de Santa Catarina."

Por determinação de Filipe II de Portugal, o exclusivo do púlpito desta igreja foi dado aos franciscanos da vila. O pregador do Convento da Igreja de Nossa Senhora da Vitória tinha a obrigação de fazer 24 sermões por ano naquele púlpito, recebendo, por isso, três moios de trigo e 10$000 réis em espécie. O corpo eclesiástico de que dispunha era muito numeroso, recebendo bons proventos no século XVIII.

A igreja foi profanada e destruída por corsários franceses (agosto de 1576) e ingleses (1599), tendo sido incendiada por piratas da Barbária em 1616.7 Nesta última terá servido como mesquita. 

Foi reparada pela Câmara Municipal em 1630, mas faltaram, à época, recursos para a telha. 

Após vários apelos ao soberano, apenas em 1659 um pequeno auxilio foi conseguido. A imagem da Virgem foi devolvida ao seu nicho, ao centro do altar-mor em 1674, por iniciativa do então bispo da Diocese de Angra, D. Lourenço de Castro.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Igreja de São Salvador (Horta)



A Igreja Matriz de São Salvador localiza-se na freguesia da Matriz, na cidade e concelho da Horta, na ilha do Faial, nos Açores. Pertenceu, outrora, ao Colégio dos Jesuítas da Horta.

A sua construção deveu-se à intervenção do padre Luís Lopes, primeiro reitor do Colégio dos Jesuíta de Ponta Delgada que, em 1635, foi forçado por um temporal a aportar ao Faial, quando se dirigia à ilha de São Miguel. O fato vem narrado na obra do padre António Franco publicada em 1720, onde também se regista que o Colégio dos Jesuítas da Horta foi erguido a expensas de Francisco de Utra de Quadros e de sua esposa, Isabel da Silveira.

De acordo com o historiador faialense António Lourenço da Silveira Macedo esta igreja, sob a invocação de São Salvador, começou a ser construída em 1680, dois anos depois de se conseguir a provisão-régia que permitiu a importação de todo o material necessário. As obras do convento começariam apenas em 1719.

No contexto da expulsão dos jesuítas do reino de Portugal (1759), à data da saída destes religiosos do Faial (1 de agosto de 1760) a igreja ainda não estava concluída. Nela já encontravam, entretanto, a talha dourada do altar-mor, a riquíssima capela da Senhora da Boa Morte, com as suas telas, os painéis de azulejos da capela-mor, a grande lâmpada de prata, o sumptuoso arcaz de pau-santo na sacristia, a custódia de bronze prateado, a estante giratória do coro, com finos embutidos de marfim representando passagens do Evangelho, o frontal de prata em estilo renascentista do antigo altar do Santíssimo, e diversas outras preciosidades, que hoje constituem o seu espólio.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Igreja do Colégio - Ponta Delgada




A Igreja de Todos-os-Santos, melhor conhecida como Igreja do Colégio dos Jesuítas de Ponta Delgada, localiza-se no centro histórico da cidade de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, nos Açores.

O lançamento da pedra fundamental do primitivo templo, ocorreu em 1 de Dezembro de 1592, dia de Todos-os-Santos pelo calendário católico então em voga, na presença do governador, Gonçalo Vaz Coutinho.

Juntamente com o templo, deu-se início ao convento anexo, pelos religiosos da Companhia de Jesus, que ali estabeleceriam o seu Colégio na cidade. Ordinariamente, residiam no convento de 10 a 16 religiosos ligados às funções docentes.

A igreja foi reconstruída na primeira metade do século XVII, quando adquiriu a actual fisionomia. Os trabalhos iniciaram-se em 1637, sendo o actual frontispício adoçado ao anterior. Entre 1643 e 1646 foi instalado o novo retábulo na capela-mor. A nova fachada foi concluída em 1666.

Nesta igreja pregou o padre António Vieira, por ocasião da festa da Santa Teresa de Jesus, no dia 15 de Outubro de 1654.

Com a expulsão da Companhia do reino de Portugal, à época Pombalina, o valioso recheio da igreja foi dispersado. Era na biblioteca do Colégio que se encontravam importantes documentos da história dos Açores, como por exemplo, o acervo de Gaspar Frutuoso, inclusive o manuscrito das Saudades da Terra.

Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 39 175, de 17 de Abril de 1953.