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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Igreja de Nossa Senhora do Rosário (Lomba da Maia) - Ilha de São Miguel





A Igreja de Nossa Senhora do Rosário da Lomba da Maia, sita na freguesia da Lomba da Maia, ilha de São Miguel, Açores, é um templo católico, sede da paróquia daquela localidade, construído no estilo barroco tardio micaelense entre 1867 e 1870.

O primeiro templo que existiu no lugar da Lomba da Maia foi a ermida de Nossa Senhora do Rosário, pequena ermida que foi sede do curato que antecedeu a elevação da localidade à dignidade de paróquia independente, o que ocorreu no ano de 1876. Quando, devido à distância à freguesia da Maia, a reivindicação de elevação a paróquia surgiu, a ermida foi considerada de dimensões demasiado reduzidas para servir a população local e sem a dignidade que possibilitasse a sua transformação em igreja paroquial. Logo se pensou em construir um novo templo que servisse de igreja paroquial, condição para a desejada autonomização.

A construção teve início no ano de 1868, concorrendo para ela todos os habitantes da Lomba da Maia com donativos recolhidas por ocasião de vários peditórios. Ainda assi, apesar das contribuições, as obras decorreram com morosidade por falta de recursos, o que levou o padre Manuel Moniz de Medeiros e o mestre José Fidalgo a hipotecarem parte dos seus bens para ir liquidando as despesas com mão-de-obra e materiais.

Concluídas as obras de construção, a igreja de Nossa Senhora do Rosário da Lomba da Maia passou a ter a feição actual, permitindo que em 1876 finalmente o lugar passasse a constituir uma freguesia.
A primitiva ermida de Nossa Senhora do Rosário passou a ter a invocarão de Santa Ana, sendo hoje a capela funerária da freguesia.

Na freguesia da Maia existiu também outrora uma ermida de Nossa Senhora do Rosário, referida por A igreja de Nossa Senhora do Rosário situa-se em terreno elevado, a sul da principal via que atravessa a localidade (a Estrada Regional), com a fachada principal voltada para norte frente à Rua da Igreja, o arruamento onde se situava a antiga igreja, hoje a Ermida de Santa Ana. Esta localização faz com que o acesso à igreja se faça por uma alta escadaria de degraus basálticos que ascende desde o nível da estrada. A igreja tem uma única torre sineira, no extremo oeste da fachada. As aberturas são rodeadas por um rebordo de basalto lavrado, no estilo típico da fase final do barroco da ilha de São Miguel.

No interior, as naves são separadas por um alinhamento de colunas basálticas, de perfil circular. No altar-mor está exposta uma imagem de Nossa Senhora do Rosário, em madeira pintada com coroa de prata, com cerca de 2 m de altura. Gaspar Frutuoso, mas que no fim do século XIX já não existia.

domingo, 14 de julho de 2013

Igreja Matriz de São Jorge, Nordeste, ilha de São Miguel



A Igreja Matriz de São Jorge (Nordeste) é um templo cristão português localizado no concelho do Nordeste, na ilha açoriana de São Miguel.

A primitiva igreja, sob invocação de S. Jorge, já existia antes de 1522, por ocasião do cataclismo que subverteu Vila Franca do Campo. O lugar era pobre e a sua reparação era difícil, conforme refere Gaspar Frutuoso.

Em 1796, iniciou-se a reconstrução do novo templo, dando-se-lhe a feição actual , pois assim se lê sobre a porta central: M.S. George 1796.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Igreja de São Miguel Arcanjo (Vila Franca do Campo)



A primitiva Igreja Matriz de Vila Franca foi instituída pelo próprio Infante D. Henrique, que ordenou a sua construção,1 tendo sido Rui Gonçalves da Câmara terceiro capitão do donatário da ilha, e seu primeiro residente, quem a edificou.

Foi parcialmente soterrada pelo terramoto de 1522 e, de acordo com a narrativa de Gaspar Frutuoso, foi logo reconstruída, para cujas obras foram reaproveitados materiais de construção da primitiva igreja, além de apoios do monarca. Os trabalhos mantiveram o mesmo tipo arquitectónico do templo, em estilo românico.

Em 1589, o cardeal-rei autorizou o lançamento de uma finta para o lajeamento da igreja e do adro e, em 1585, a Ordem de Cristo autorizou o douramento da sua capela-mor. No contexto da Dinastia Filipina, tendo Vila Franca do Campo sido atacada por corsários, o templo conserva no alçado da sua torre sineira voltado para o mar a marca do impacto de um projétil de artilharia, tendo abaixo dele sido inscrita a data do ataque: 1624, mesmo ano em que a Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais conquistou a cidade do Salvador, então capital do Estado do Brasil.

Durante os séculos XVII e XVIII os diversos corregedores e visitadores registam-lhe diversos reparos a fazer. No século XVII, contava com um realejo, o qual foi substituído mais tarde por um órgão.
O bispo da Diocese de Angra, D. Frei Valério do Sacramento determinou, em 1747, que o templo fosse aumentado em altura e que a torre, toda de basalto negro, igualmente fosse reparada.

No século XIX esta torre foi referida como "monumento fúnebre", reclamando-se para ela uma caiação.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Matriz da Ribeira Grande, Igreja de Nossa Senhora da Estrela, Ilha de São Miguel


Remonta a uma ermida sob a invocação de Nossa Senhora da Purificação, que existiu no local em fins do século XV. Em 4 de junho de 1507, dois meses antes da elevação da povoação a vila, deu-se início à construção de uma igreja matriz. Tendo como modelo a Igreja de São Miguel Arcanjo, em Vila Franca do Campo, a obra foi confiada ao mestre de obras biscaínho Juan de la Peña por 140 mil réis.

As obras foram concluídas em 1517, sob a invocação de Nossa Senhora da Estrela. Foi sagrada pelo bispo de Tânger, D. Duarte, que à época viera a São Miguel em delegação do bispo do Funchal. Na ocasião, foi depositada no altar-mor uma caixa com relíquias sagradas.

Os trabalhos de decoração prosseguiram pelo século XVI, sendo adquiridos painéis, retábulos e paramentos de grande valor artístico. O padre António Cordeiro refere-se a um altar aqui instituído por D. Mécia Pereira e seu marido, D. Gomes de Melo, que continha um painel dos Reis Magos, ainda hoje existente, e que deve datar de 1582, ignorando-se se terá sido executado na ilha ou trazido de fora.

Em 1581, quando foi sagrado o novo retábulo pelo bispo de Angra, D. Pedro de Castilho, foram juntas novas relíquias às já existentes, descritas em um pergaminho que ficou guardado na antiga caixa:
"Aos nove de abril eu, D. Pedro Castilho, Bispo de Angra, consagrei este altar à honra da virgem, Nossa Senhora do Loreto, e nele meti as suas relíquias; a saber: Uma pequena partícula de pau e uma pouca terra de sua casa do Loreto e um osso das onze mil virgens e um osso pequeno de S. Sebastião. (...)"

O templo foi abalado pelos terramotos de 1563, 1564, 1571, 1588 e 1591. Por volta de 1680 a derrocada da torre sineira destruiu uma das naves e arruinou as demais. O então vigário Hierónimo tavares chegou mesmo a cogitar a reedificação total, mas diante da dificuldade de recursos a mesma foi sendo adiada.
A 3 de maio de 1728 foram depositados na Igreja da Misericórdia, onde permaneceriam durante um período de oito anos em que durariam as obras, o Santíssimo Sacramento, imagens e objetos da Matriz.

Após a demolição do antigo templo, inciou-se a construção do atual, com projeto de Sousa Freire, então vigário da Ribeira Seca. Após o falecimento deste, as obras passaram a ser orientadas por Manuel de Vascocelos. Os trabalhos prolongaram-se até 1736, com o contributo das esmolas da população.
Em 5 de setembro de 1834, o teto do templo desabou, tendo sido reconstruído a expensas da Junta da paróquia.

Em 1862, o prior Jacinto do Amaral mandou restaurar as talhas de toda a igreja, tendo encomendado paramentos, imagens e pratas artísticas.

Aqui assistiu como vigário, de 15 de agosto de 1565, data da sua posse, até 1591, ano do seu falecimento, o padre Dr. Gaspar Frutuoso, que chegou transferido da Igreja Matriz de Santa Cruz da Vila da Lagoa. Aqui, nos últimos anos de sua vida, redigiu a crónica que o imortalizou, as "Saudades da Terra". Os seus restos mortais aqui estiveram depositados por séculos até serem transferidos para o cemitério da vila.
Encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público.

domingo, 23 de junho de 2013


A Igreja de S. Nicolau - Sete cidades - Ilha de São Miguel



A Igreja de S. Nicolau, de estilo neogótico, foi construída no século XIX, passando a ser sede de curato e de paróquia, na segunda metade do século XX.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Capela de Nossa Senhora das Vitórias - Furnas - Ilha de São Miguel



A Capela de Nossa Senhora das Vitórias localiza-se nas Furnas, na ilha de São Miguel, nos Açores. É considerada como um dos mais ricos e originais templos do arquipélago.


Foi mandada erguer por José do Canto, em consequência de um voto formulado por ocasião de uma doença grave de sua esposa. O seu testamento, escrito em 27 de Junho de 1862, reza:

“ Tendo feito, durante a maior gravidade da moléstia de minha esposa, em 1854, o voto de edificar uma pequena capela da invocação de Nossa Senhora das Vitórias, e não havendo realizado ainda o meu propósito por circunstâncias alheias à minha vontade, ordeno que se faça a dita edificação, no caso que ao tempo da minha morte não esteja feita, no sítio que havia escolhido, junto da Lagoa das Furnas, com aquela decência, e boa disposição em que eu, se vivo fora, a teria edificado ”

A ermida foi levantada ainda em vida de José do Canto, do que resultou que a mesma ficasse a constituir uma pequena maravilha artística, em estilo neo-gótico, imitando as grandes catedrais europeias. A obra de cantaria foi executada por pedreiros micaelenses sob a chefia do Mestre António de Sousa Redemoinho, de Vila Franca do Campo. A capela ficou muitíssimo valorizada com riquíssimos vitrais.

Foi inaugurada solenemente no dia 15 de agosto de 1886, ainda em vida de José do Canto, referindo-se os jornais do tempo, a essa festa, em termos elogiosos. A imagem do altar-mor é feita de jaspe e os vitrais que circundam o templo evocam passos da vida de Nossa Senhora desde o nascimento à assumpção.

A Capela de Nossa Senhora das Vitórias foi construída nas imediações da casa de veraneio de José do Canto, que nela se encontra sepultado com sua esposa.

Encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público pela Resolução n.º 187/98, de 6 de Agosto e pela Resolução n.º 56/2001, de 17 de Maio